COMO UM CLUBE DE PEQUENO PORTE PODE DESENVOLVER UM PROJETO

PDG MJF ANTONIO DOMINGOS ANDRIANI  (*)

            Para um Lions Clube de pequeno porte, o segredo do sucesso não está na quantidade de associados, mas na focalização e no impacto estratégico.  Como os recursos humanos são limitados, qualquer plano de ação deve ser realista e altamente organizado.

            Vou tentar explicar, nesta mensagem, o contraste e a conexão entre a capacidade operacional limitada de uma unidade local e a ambição de gerar impacto em grande escala dentro daquilo que é proposto por Lions Internacional.

            O objetivo central é o alinhamento estratégico de como um clube de pequeno porte pode transformar recursos modestos em mudanças significativas através de planejamento real.

            A realidade de um clube nessas condições refere-se às limitações práticas relacionadas com poucos associados, verbas restritas e sua atuação em uma comunidade específica.  É o pé no chão das dificuldades cotidianas de gestão e voluntariado.

            A realização de um plano de ação em uma unidade com essa qualificação, representa um planejamento das suas metas.  Não basta querer ajudar sua comunidade; o clube precisa estruturar como, quando e com quem irá atuar para que a ideia pretendida saia do papel.

            A idealização de uma meta global é o destino final.  O foco de Lions Internacional é a realização de uma das suas causas globais (como visão, combate à fome, diabetes, câncer infantil, meio ambiente e outras).  Seguindo as diretrizes internacionais, a ação local de um clube de pequeno porte contribui diretamente para metas humanitárias mundiais.

            No seu planejamento para realizar a execução de uma das causas globais, o clube de pequeno porte precisa seguir um roteiro estruturado;

  • O primeiro passo é o clube entender sua própria realidade e a realizada da comunidade a que será atendida.  Exemplos:  1) Existe uma escola pública com crianças que não conseguem ler o quadro?;  2)  Existe um asilo onde os idosos perderam a autonomia por catarata?
  • Há necessidade de fazer um mapeamento de talentos.  Quais profissões ou habilidades seus associados possuem?  Se há entre eles um enfermeiro, a causa do diabetes pode ganhar força.  Se há um agrônomo, a global meio ambiente pode ser considerada.  E assim sucessivamente.
  • Analisar qual a maior necessidade da sua comunidade.  Qual o problema mais visível da sua cidade?  Não adianta plantar árvores se a comunidade local sofre com a fome aguda!
  • Como definição de meta, escolher apenas uma causa global para ser executada durante o ano leonístico.
  • Estruturar o plano de ação com um objetivo específico.  Fugir de metas vagas como “precisamos ajudar os pobres”.  Exemplo:  “Este ano vamos realizar 20 testes de glicemia e distribuir 50 cestas básicas para as famílias residentes do bairro X, durante o período de ….. a ……”.  Outro exemplo: “Este ano vamos colaborar com o projeto da visão”.  Seja específico: “Este ano vamos realizar triagem visual em 100 alunos da escola municipal X e viabilizar 20 óculos de grau até o final do mês de …………”.
  • Dividir o projeto planejado em três fases: 1) Pré-evento: arrecadação, compra de materiais, busca de parcerias e divulgação;  2) O evento: estabelecer o período para execução da ação propriamente dita;  3) Pós-evento: prestação de contas, relatório do MyLion e agradecimentos aos parceiros.
  • Gerir recursos e parcerias.  Para clubes de pequeno porte, a parceria é o multiplicador de força: 1) Onde buscar: comércio e indústria locais, outras ONGs, postos de saúde ou escolas;  2) Recursos: se o clube não tem verba, o plano deve focar em campanhas de arrecadação prévias.
  • Na matriz de responsabilidade, mesmo que o clube tenha poucos associados, todos devem ter uma função clara no projeto, para evitar a sobrecarga de poucos.
  • Algumas sugestões para os clubes de pequeno porte:  1) Qualidade sobre quantidade: É melhor fazer uma ação de visão (exemplo: doar 10 óculos) que transforme vidas de verdade do que dez ações pequenas e invisíveis.  Outra realidade: Não tente abraçar o mundo sem ter mãos suficientes.  É melhor entregar 10 óculos com excelência e acompanhamento do que prometer 100 e não terminar o projeto por falta de verba ou tempo;  2) Usem sempre a marca Lions: Ande sempre com o uniforme do clube.  Em cidades pequenas, o prestígio da marca ajuda a abrir portas para patrocícios;  3) Relatórios são vitais:  Se você não reportar no MyLion a atividade não existiu para Lions Internacional.  Além disso, os dados enviados podem ajudar a conseguir subsídios da LCIF no futuro.

            Elaborar um plano tático para um Lions Clube de pequeno porte exige foco e pé no chão.  Em clubes menores, o maior desafio não é a falta de vontade, mas sim a limitação de braços e recursos financeiros.  O segredo passa da “VONTEDE DE AJUDAR” para a “EXECUÇÃO COORDENADA”.

            Um fraterno abraço leonístico a todas e a todos.

(*)          Associado do Lions Clube de Ribeirão Preto-Jardim Paulista

                Ex-Governador 1997-1988 do Distrito L-17 (atual LC-6)

                Membro da AGDL-Associação dos Governadores dos Distritos Múltiplos “L” Brasil

                Confrade do APLIONS-Apaixonados por Lions

                E-mail:  andriani.ada@gmail.com

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