“O HOMEM CONSTRUIU A BOMBA ATÔMICA, MAS NENHUM RATO DO MUNDO CONSTRUIRIA UMA RATOEIRA”
PDG MJF ANTONIO DOMINGOS ANDRIANI (*)
Albert Einstein (1879-1955) foi um físico alemão amplamente reconhecido como um dos maiores cientistas de todos os tempos. Ele revolucionou a ciência ao desenvolver a “Teoria da Relatividade”, que transformou radicalmente a nossa compreensão sobre o espaço, o tempo, a massa e a gravidade.
A frase que intitula esta matéria é atribuída a ele. Embora dita com um certo sarcasmo, ela reflete sobre a autodestruição humana e a ausência de malícia na natureza, contrastando a inteligência técnica do homem com sua falta de sabedoria moral.
Mas que raios a frase tem haver com o leonismo! Vou tentar justificar!
Dentro da filosofia de Lions Internacional, que é a maior organização de clubes de serviço do mundo, essa citação serve como um “contraexemplo” e um chamado à ação, conectando-se exatamente com essa filosofia de humanitarismo, paz e responsabilidade social da nossa Associação.
A crítica de Einstein assegura que a bomba atômica simboliza o ápice da hostilidade, do egoísmo nacionalista e da destruição em massa. Na visão do Lions um dos objetivos fundamentais da nossa entidade é “criar e fomentar um espírito de compreensão entre os povos do mundo”. Enquanto a humanidade cria “ratoeiras” para si mesma através de guerras, os Leões trabalham para desarmar esses conflitos invisíveis através da diplomacia civil, do intercâmbio cultural e do socorro mútuo global.
A crítica de Einstein apregoa que o intelecto humano foi desviado para criar uma armadilha mortal contra a sua própria espécie. Na visão do Lions, seu Código de Ética preconiza “ajudar o próximo desinteressadamente” e “construir e não destruir”. A filosofia leonística direciona a capacidade inventiva e a liderança humana para o desenvolvimento comunitário (construindo hospitais e escolas, por exemplo), agindo como o oposto exato da terrível bomba citada.
A crítica de Einstein lembra que rato não constrói a própria armadilha porque age por instinto de sobrevivência; já o homem, racional, cria mecanismos que ameaçam sua própria existência. Na visão do Lions, nosso lema é “Nós Servimos”. Diante da capacidade humana de gerar sofrimentos (seja por guerras, negligência ou desigualdade), o Lions responde com voluntariado organizado. Nossa entidade canaliza a inteligência e os recursos humanos para mitigar as “ratoeiras” da vida real, como, por exemplo, a fome, a cegueira evitável, o diabetes e o câncer infantil.
A critica de Einstein diz que a ciência sem consciência moral é perigosa. Na visão do Lions, nossa organização busca desenvolver líderes comunitários que possuam não apenas competência técnica, mas, acima de tudo, sensibilidade social. A filosofia da Associação dita que o verdadeiro progresso de uma comunidade não é medido por sua tecnologia ou poder de coerção, mas pelo grau de amparo conferido aos seus membros mais vulneráveis.
Resumindo, para Lions Internacional a frase de Einstein é um lembrete severo do que acontece quando a liderança e o intelecto se despem de empatia. Os Lions Clubes existem justamente para garantir que a engenhosidade humana seja usada para salvar vidas, e nunca para criar armadilhas para a própria humanidade.
Um fraterno abraço leonistico a todas e a todos.
(*) Associado do Lions Clube de Ribeirão Preto-Jardim Paulista
Ex-Governador 1997-1988 do Distrito L-17 (atual LC-6)
Membro do Conselho de Ex-Governadores do Distrito LC-6
Associado da AGDL-Associação dos Governadores dos Distritos Múltiplos “L” Brasil
Confrade do APLIONS-Apaixonados por Lions
E-mail: andriani.ada@gmail.com