Dentro do grupo de whatsaap APLIONS, no GRUPO PORTAL DE NOTICIAS, tomei na liberdade de repassar uma interessante discussão sadia sobre o LEONISMO. Peço desculpas por não colocar o nomes dos participantes, mas acredito que todos concordam.
aproveitando o ensejo e já sendo o que sou com autenticidade, verdade e coração, por amor intenso ao LIONS, puro e sincero, admiração enorme pelas lideranças e companheiros queridos, tenho analisado há tempos o fechamento de muitos clubes de serviço que durante décadas estenderam no mais alto mastro, a bandeira do servir, clubes fundados na década de 50, 60, 70, outros mais recentemente, clubes que nao conseguiram se adequar ao custo dolarizado do servir, de forma que é preciso de uma vez por todas, sem melindres, sem retaliações, sem nariz torto para quem ama o Lions e não faz do Lions escadaria para ascender socialmente, uma política de socorro a essa imensa massa de clubes que fecham as portas e cujas histórias de repente são apagadas da memória do movimento centenário, como se nunca tivessem existido…
recentemente vi sendo fechado um clube de 1954, um dentre muitos exemplos…sabemos que não é só a falta de renovação que faz um clube sucumbir, ao contrário, precisamos de vozes experientes a conduzir os mais jovens….sobretudo, não concebo um clube de 72 anos ser fechado por que nao pode mais arcar com o custo de sua sobrevivência…e filtrando mais os dados, tive a percepção de que ao menos 30 a 40 por cento estão chegando a esse limite de exaustão..
que tal uma visão mais acuidada, mais profunda, uma carência a ser estudada para que se recuperem, com suporte e apoio profissional, dói o coração ver um clube sendo fechado, e pior do que isso, saber que tudo o que foi feito em 50,60, 70 anos, simplesmente desaparece, nao tem um pingo de valor
apenas um comentário desse humilde servo do leonismo que é apaixonado por vocês e pelo movimento, por favor, entendam e não puxem minha orelha nem fiquem me colocando na geladeira….se não formos leões verdadeiros e sinceros, e sermos respeitados pelas nossas ações que visam o bem estar geral da saúde dos clubes, portanto da humanidade a que servimos, não mereceriamos estar aqui…honrando como todos honramos o lema de Melvin Jones, NÓS SERVIMOS
Parabéns companheiro. Isso é mensagem para APLIONS, não a costumeira troca de cumprimentos. Precisamos analisar profundamente um novo modelo.para o nosso Lions. Não podemos esperar da elite internacional, que ela proponha açóes nesse sentido. Engajar-se nesse processo é servir e não se servir para vaidade pessoal em busca de ascensão social.
Com a permissão dos demais membros do APLIONS, gostaria de dar minha humilde opinião sobre este assunto.
Sempre digo que um dos fatores que mais dificulta o crescimento dos Lions Clubes são as taxas cobradas em dólar.
Para os norte-americanos, 35 dólares são apenas 35 dólares. Para nós, brasileiros, esses mesmos 35 dólares representam cerca de R$ 175,00.
Entendo que Lions Internacional precisa manter uma padronização, mas acredito que cada país poderia ter valores equivalentes à sua realidade econômica, em vez de utilizar exclusivamente o dólar como referência.
Enquanto, nos Estados Unidos, a joia de admissão pode representar menos do que o valor de um lanche, aqui ela chega a corresponder a quase 8% do salário mínimo.
É evidente que isso pesa muito, especialmente em um país que enfrenta um processo inflacionário constante, reduzindo o poder aquisitivo da população, inclusive daqueles que possuem uma condição financeira mais confortável.
Na minha visão, essa é uma questão que merece reflexão quando discutimos crescimento associativo e expansão do movimento leonístico.
IPDG Rosana Luz
Importante observação, Confreira Rosana!
É sempre muito valioso trazer essas reflexões para a nossa Confraria APLIONS.
São assuntos como esse que precisam ser debatidos e compreendidos por todos nós, mesmo sabendo que se tratam de padrões e diretrizes internacionais da nossa organização Lions Internacional.
O diálogo, a troca de experiências e o esclarecimento de dúvidas fortalecem o conhecimento e o compromisso de cada integrante com os princípios que norteiam o nosso Movimento.
Me permitam alguns comentários. Não creio que os US$ 35, ou outras taxas, sejam o problema. Talvez estejamos procurando voluntários no lugar errado. Ou não estamos prestando serviços que valham à pena para engajar mais pessoas. Ou está faltando companheirismo. Ou um pouco de cada. Muita gente sai não por causa financeira (embora haja quem), mas por desilusão com o Clube. Ou com o movimento.
Se R$ 175 é um problema para ele, como que vai suportar as Taxas Distritais, os jantares, as Festivas, as RGDs, as Convenções, LCIF/MJF….? Quem ele vai poder convidar para o movimento?
E o mundo mudou. A juventude mudou. Os interesses mudaram. Muitos Clubes envelheceram, não se renovaram.
Porque vou pagar para entrar numa Associação? Qualquer que seja o valor.
O Rotary não tem Taxa de Filiação, mas a Taxa Semestral International é de US$ 45. A mensalidade passa fácil R$ 300 (fora jantares). Na Maçonaria você gasta mais de R$ 400/mês fácil.
Quem ganha salário mínimo não tem como participar desses grupos.
Tudo bem que não somos mais a “elite” de antigamente (o valor de um Título de Companheiro de Melvin Jones, se fosse corrigido pela inflação americana, estaria por volta de US$ 6.000 hoje), mas há custos sim.
Então, faça o seu Clube, e os serviços prestados, valerem à pena. E o Companheirismo ser verdadeiro.
Me permitam alguns comentários. Não creio que os US$ 35, ou outras taxas, sejam o problema. Talvez estejamos procurando voluntários no lugar errado. Ou não estamos prestando serviços que valham à pena para engajar mais pessoas. Ou está faltando companheirismo. Ou um pouco de cada. Muita gente sai não por causa financeira (embora haja quem), mas por desilusão com o Clube. Ou com o movimento.
Se R$ 175 é um problema para ele, como que vai suportar as Taxas Distritais, os jantares, as Festivas, as RGDs, as Convenções, LCIF/MJF….? Quem ele vai poder convidar para o movimento?
E o mundo mudou. A juventude mudou. Os interesses mudaram. Muitos Clubes envelheceram, não se renovaram.
Porque vou pagar para entrar numa Associação? Qualquer que seja o valor.
O Rotary
Confrade PDG Belda,
Agradeço suas reflexões, pois elas nos convidam a analisar a questão da filiação sob uma perspectiva mais ampla e menos simplista.
Concordo que, embora o aspecto financeiro possa representar uma dificuldade para alguns, ele não explica, por si só, os desafios de crescimento e retenção que enfrentamos. Muitas vezes, a saída de associados está relacionada à falta de engajamento, à ausência de um propósito claramente percebido, ao enfraquecimento do companheirismo ou mesmo à desilusão com o clube e, em alguns casos, com o próprio movimento leonístico, e não necessariamente com os custos envolvidos.
Isso podemos inclusive ver em números negativos nos distritos do próprio Brasil .
Sua observação também nos leva a refletir sobre onde e como estamos buscando novos associados.
Talvez a pergunta não seja apenas quantas pessoas podemos convidar, mas quem estamos convidando e se estamos apresentando o Lions de forma que faça sentido para a realidade, os anseios e os valores das pessoas de hoje.
Vivemos uma significativa mudança geracional.
As novas gerações buscam propósito, participação efetiva, flexibilidade, impacto social e ambientes acolhedores.
Muitos clubes envelheceram e mantiveram modelos que foram extremamente exitosos no passado, mas que hoje precisam ser revisitados para continuarem atraentes, relevantes e sustentáveis.
Também é verdade que pertencer a uma associação envolve custos.
O Lions não está sozinho nessa realidade.
Toda organização séria necessita de recursos para manter sua estrutura, desenvolver programas e ampliar sua capacidade de servir.
Entretanto, a questão central talvez não seja o valor da contribuição financeira, mas o valor percebido da experiência de pertencimento.
Quando alguém pergunta por que deveria pagar para ingressar em uma associação, a melhor resposta não está na tabela de taxas, mas naquilo que oferecemos: oportunidades de servir, desenvolver liderança, construir amizades duradouras, transformar comunidades e integrar uma organização respeitada mundialmente.
Por outro lado, não podemos ignorar as limitações econômicas que afetam parte significativa da sociedade.
Precisamos ter sensibilidade para compreender diferentes realidades e buscar mecanismos que tornem nosso movimento cada vez mais acessível, inclusivo e representativo das comunidades que servimos.
Ao final, penso que sua reflexão sintetiza com precisão o desafio que temos diante de nós: fortalecer nossos serviços, renovar nossos clubes, acolher melhor as pessoas e cultivar um companheirismo genuíno.
Quando o associado encontra propósito, amizade verdadeira e a satisfação de servir, a permanência deixa de ser uma questão de custo e passa a ser uma escolha natural.
A Missão 1.5 será alcançada não apenas pelo recrutamento de novos associados, mas, sobretudo, pela nossa capacidade de fazer com que as pessoas sintam orgulho de permanecer no Lions, encontrando no movimento razões permanentes para servir, crescer e pertencer.
Elaine Castelo Branco
Concordo com esse pensamento, o que nao agrega valor se torna caro, independente de precificação.
Um dos maiores valores para mim é ter propósito; e as pessoas buscam algo que tenha justificativa real, que agregue crescimento pessoal, sentido de pertencimento e propósito de vida.
Todo clube, família, agremiação tem seus conflitos, o meu clube também, mas aprendemos com os erros, crescemos com os acertos e principalmente nos respeitamos com nossas diferenças.
Nos sustentamos no propósito de Lions que é Servir à quem precisa, inclusive internamente. E temos um propósito maior como norte.
E ainda, o bem que recebemos ao servirmos agrega valores pessoais, está comprovado que o voluntariado reduz stress crônico, reduz marcadores e índices nocivos à saude. Só isso, se comparado em uma consulta médica, uma psicoterapia equivale ao valor que contribuímos?
E a família que escolhemos ter, amigos, “tios” de nossos filhos?
Para mim esse valor é inestimável
Talvez, se usarmos mais o que Lions nos oferece, crescer nossos clubes, criar atratividade, encontraremos pessoas que buscam servir com propósito de vida. Assim o valor real será percebido e não o monetário.
Respeito todas as opiniões apenas penso assim.
Concordo com sua reflexão e acredito que ela acrescenta uma dimensão muito importante ao debate.
De fato, quando uma experiência oferece propósito, pertencimento, amizade, crescimento pessoal e oportunidades de servir, o valor percebido ultrapassa qualquer análise meramente financeira.
Há inúmeros estudos demonstrando os benefícios do voluntariado para a saúde física e emocional, reduzindo o estresse, fortalecendo vínculos sociais e aumentando a sensação de bem-estar e realização pessoal.
Também concordo que conflitos existem em qualquer grupo humano.
Famílias, empresas, associações e clubes são formados por pessoas diferentes, com histórias, visões e expectativas distintas.
O desafio está na forma como esses conflitos são administrados.
Entretanto, penso que há uma distinção importante entre conflitos naturais e ambientes tóxicos.
O conflito pode gerar aprendizado, amadurecimento e crescimento quando há respeito mútuo.
Já ambientes marcados por desrespeito, perseguições, humilhações, hostilidade permanente ou ausência de acolhimento podem produzir sofrimento emocional e adoecimento.
A própria Psicologia Positiva e os estudos sobre felicidade e bem-estar indicam que relacionamentos saudáveis são um dos principais fatores de realização humana.
Da mesma forma, quando um ambiente passa a comprometer a saúde emocional de forma contínua, estabelecer limites ou mesmo afastar-se pode ser uma atitude de autocuidado e preservação da saúde.
Por isso, penso que a retenção de associados não depende apenas do propósito de servir, mas também da capacidade dos clubes de construírem ambientes saudáveis, respeitosos, inclusivos e acolhedores. Pessoas permanecem onde se sentem valorizadas, respeitadas e felizes.
Talvez esse seja um dos maiores desafios do nosso tempo: não apenas atrair pessoas para servir, mas criar espaços onde elas desejem permanecer porque encontram propósito, companheirismo genuíno e bem-estar nas relações que constroem.
Parabéns companheira por suas reflexões. Quem.se propõe a dispender uma verba considerável para pertencer a uma organização, não está procurando servir e sim galgar uma posição de realce na sociedade. Por isso, a velha elite fecha o clube para atender seus interesses. Cobrar taxas de admissão, hoje em dia é elitizar o movimento. Sorte que o clube acaba pagando essa taxa para ter novos associados. Além disso, os companheiros mais operosos muitas vezes são aqueles que não buscam ascensão social e sim apenas servir. Esses são preteridos na escolha de cargos, não só dentro do clube, mas também no Distrito. O que queremos é reavaliar essa situação, com.plena isenção.de ânimos e para isso, acredito eu, criou-se o APLIONS. Pena que a vaidade supera a razão.
Penso que existe ainda outro aspecto importante nessa discussão: a necessidade de uma análise mais profunda dos dados de crescimento e perda de associados.
Talvez uma das perguntas mais estratégicas que Lions Internacional deveria fazer não seja apenas quantos associados entraram ou saíram, mas por que isso aconteceu.
Por que determinados distritos crescem de forma consistente enquanto outros enfrentam dificuldades? O que os clubes que crescem estão fazendo de diferente? Como acolhem seus associados? Como desenvolvem lideranças? Como promovem o companheirismo? Como se relacionam com os jovens e com a comunidade?
Da mesma forma, quando um distrito apresenta perdas significativas, é fundamental compreender as causas reais.
Trata-se de questões econômicas? Falta de renovação? Envelhecimento do quadro associativo? Ambientes pouco acolhedores?
Conflitos internos?
Falta de propósito percebido?
Ausência de atividades significativas?
Nenhuma organização cresce de forma sustentável olhando apenas para números.
É preciso compreender os fenômenos humanos que estão por trás deles.
Talvez a Missão 1.5 também passe por uma cultura mais forte de escuta, pesquisa e análise. Precisamos identificar boas práticas, compreender dificuldades e aprender com os casos de sucesso e de insucesso.
Mais do que perguntar “quantos perdemos”, talvez devêssemos perguntar “por que perdemos”. E mais do que celebrar “quantos cresceram”, devemos compreender “como cresceram”.
É nesse conhecimento que podem estar algumas das respostas mais importantes para o futuro do Leonismo.
Elaine Castelo Branco
Há ainda outro aspecto que merece reflexão.
Observamos, em alguns casos, uma verdadeira corrida pelos cargos ligados ao GET. Isso não é surpreendente, pois Lions Clubs International investe significativamente na formação, capacitação e desenvolvimento daqueles que assumem essa responsabilidade estratégica.
Entretanto, é importante recordar que o objetivo do GET não é ocupar um cargo, mas fortalecer o movimento por meio do crescimento sustentável, da retenção de associados e da criação de clubes saudáveis.
Para que esse investimento produza resultados efetivos, precisamos de Leões verdadeiramente comprometidos com a missão
Por hoje é só .
Seguirei agora em meus afazeres profissionais
Agradeço a oportunidade de aprender com vocês
Peço desculpas se nem sempre o que escrevo agrada a todos .
Mas essa é a verdadeira diversidade que eu conheço .
