INSTRUÇÃO LEONÍSTICA

ENTRE FIOS E GIRASSÓIS, O LEGADO DO SERVIR

Hoje, não falarei apenas sobre o leonismo.

Falarei sobre como ser verdadeiramente um Leão e sobre como os exemplos arrastam.

Ser Leão é, antes de tudo, escolher servir.

É entender que o leonismo não se limita às ações que realizamos, mas ao exemplo que deixamos.

É saber que, muitas vezes, ensinamos mais pelo que somos do que pelo que dizemos.

Neste ano, nosso clube viveu a dor da despedida. Perdemos companheiros queridos: Dona Giselle, Paulo e Cidinha. Pessoas que ajudaram a construir nossa história e que hoje fazem parte do nosso legado. A ausência dói, mas a memória permanece — viva, forte e inspiradora.

Dona Giselle era a doçura em forma de presença.

Com sua delicadeza, sua educação e sua elegância natural, ensinava sem precisar levantar a voz. Tinha o dom de bordar e, como nos seus bordados, tudo o que fazia no Lions era marcado pela atenção, pelo cuidado e pela perfeição dos pequenos gestos.

Cada atitude sua era como um ponto bem feito: discreto, firme e cheio de significado. Dona Giselle nos ensinou que o leonismo também se constrói assim — ponto a ponto, com paciência, afeto e compromisso, costurando relações, acolhendo pessoas e deixando um legado de amor ao próximo.

Cidinha, por sua vez, era pulso firme.

Forte, determinada e profundamente comprometida com o Lions. Foi governadora do Distrito LC-6 em um período desafiador, quando poucos acreditavam que conseguiria

conduzir essa missão. E conduziu, com responsabilidade, coragem e dedicação, mesmo passando por um turbilhão de provações pessoais. Ela venceu.

Cidinha era como os girassóis que tanto amava. Assim como eles, mantinha-se ereta e voltada para a luz, mesmo quando o tempo era nublado. Ao longo de sua caminhada leonística, permaneceu fiel aos seus valores. Sempre pronta, sempre presente, sempre responsável. Sua firmeza não afastava; ao contrário, ensinava, orientava e transmitia segurança — e, junto dela, havia também doçura.

Cidinha liderava como quem cultiva: com constância, postura, lealdade e amor. Representava um leonismo forte e comprometido, que entende que servir exige resistência, coragem e amor ao Lions, mesmo quando o caminho não é fácil.

Não podemos falar de Cidinha sem lembrar de Paulo. Durante o período de sua missão como governadora, eles descobriram uma dura batalha contra a doença. Ainda assim, Paulo manteve-se firme e fiel ao leonismo, mas, acima de tudo, fiel à sua mãe. Foi amigo constante, companheiro leal e presença segura nos momentos mais difíceis. Paulo nos ensinou que servir também é permanecer, caminhar junto e sustentar com amor aqueles que amamos.

Diferentes em personalidade, mas iguais em essência.

Dona Giselle, com seus fios cuidadosamente tecidos.

Cidinha, com sua força sempre voltada para a luz.

E Paulo, com a lealdade silenciosa de quem escolhe estar.

Eram sinônimo de elegância, de educação, de mães, avós e filho dedicados. Eram amigos leais, companheiros de jornada, pessoas comprometidas com o servir e com os valores leonísticos.

Ao lembrarmos de Dona Giselle, Cidinha e Paulo, entendemos que o verdadeiro legado não está apenas nas obras realizadas, mas nas vidas tocadas, nos exemplos deixados e nos fios invisíveis que continuam nos unindo.

Seguiremos unidos também em oração, confiando que Deus, o Pai maior, os acolheu em Sua presença. Que encontrem descanso, paz e luz, e que a lembrança de suas vidas continue a nos guiar no caminho do servir.

Que possamos honrá-los sendo Leões à altura do que eles foram.

Servindo com doçura quando for preciso.

Agindo com firmeza quando necessário.

E escolhendo sempre estar.

Porque ser Leão é isso:

Mesmo quando alguns partem, o legado permanece.

E o exemplo — como um bordado bem feito ou um girassol voltado para a luz — nunca se perde.

MJF JOSÉ VASCO

LIONS CLUBE DE ORLANDIA

01/03/2026

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