Por quê Lions não utiliza mais o pronome “Companheiro” no Brasil?

Ao longo dos anos, o movimento leonístico no Brasil utilizou o termo “Companheiro(a)-Leão” para se referir aos membros, tanto homens quanto mulheres, do Lions Clube. Essa tradição, porém, está sendo revista e passará por uma mudança importante, alinhada à universalização da linguagem do movimento leonístico e ao uso do padrão adotado por Lions Clubs Internacional.

Por que utilizamos o termo “companheiro-leão”?

O uso do pronome “companheiro” como parte do termo “companheiro-leão” tem raízes no Brasil, onde a palavra “leoa” causava certa confusão. No idioma português, “leoa” é o termo feminino de “leão”, mas no inglês, idioma original do movimento, a palavra “lion” é unissex, ou seja, refere-se tanto ao macho quanto à fêmea da espécie. Para evitar distinções de gênero e simplificar a comunicação, foi criado o termo “companheiro-leão”, uma convenção que, por muitos anos, representou a forma de nos referirmos aos membros de Lions Club no Brasil.

Por que a mudança?

Embora o termo “companheiro-leão” tenha sido amplamente utilizado no Brasil, ele nunca foi oficialmente reconhecido nem por Lions Clubs Internacional (LCI) nem por suas demais divisões ao redor do mundo. A razão para isso é simples: no movimento global, o uso do termo “companheiro” para designar os membros não era universal. Em países de língua portuguesa, como o Brasil, criou-se o hábito de adicionar o termo “companheiro” antes do nome do associado, para indicar o envolvimento no movimento leonístico.

Entretanto, Lions Clubs Internacional, ao adotar uma comunicação unificada e universal, utiliza o termo “leão” de forma inclusiva, sem a necessidade de variações de gênero. Esse modelo visa garantir que o movimento seja reconhecido e compreendido de forma clara e consistente, independentemente da língua ou cultura local.

Como será a nova forma de se referir aos membros?

A partir de agora, no Brasil e em outros países de língua portuguesa, todos os membros de Lions Clubs Internacional passarão a ser chamados de “leão”, independente de seu gênero. Portanto:

  • “Leão João” para os homens.
  • “Leão Gabriela” para as mulheres.

Não será mais utilizado o termo “companheiro-leão” ou “companheira-leão”. A mudança visa alinhar o Brasil à linguagem global do movimento, de forma mais simples e inclusiva, sem distinção de gênero.

O que isso significa para os associados e para o movimento?

Essa alteração no uso da terminologia reflete a busca do movimento leonístico por maior inclusividade e universalidade na sua comunicação. Ao adotar a mesma linguagem em todos os países e culturas, Lions Clubs Internacional visa facilitar a compreensão e o engajamento de seus membros, assegurando que todos sejam igualmente reconhecidos como parte essencial da missão do movimento.

Para os associados do Distrito LC-6, essa mudança é uma oportunidade de estarmos ainda mais alinhados com as diretrizes internacionais do Lions, fortalecendo nossa unidade e nossa contribuição para um mundo melhor.

Conclusão

Embora o termo “companheiro-leão” tenha sido uma tradição querida no Brasil, é fundamental que o movimento leonístico continue a evoluir e a se alinhar com as práticas e valores globais de Lions Clubs Internacional. A mudança para a utilização do termo “leão” para todos os membros, independentemente de gênero, é uma evolução natural do nosso movimento e nos aproxima ainda mais da sua missão universal de servir à humanidade.

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